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PCMG faz operação contra venda de materiais hospitalares adulterados

Sexta 03/07/2020 - Aislan Henrique
PCMG faz operação contra venda de materiais hospitalares adulterados
Auto socorro 1

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nessa quinta-feira (02), operação que resultou na interdição de uma oficina clandestina de materiais de uso hospitalar, no bairro Santa Amélia, em Belo Horizonte. Durante a ação o proprietário, o responsável técnico e dois vendedores foram presos em flagrante por adulterar e vender produtos utilizados para fins medicinais. Outros nove envolvidos foram conduzidos à delegacia para prestarem esclarecimentos e também irão responder pelo mesmo crime.

De acordo com o Delegado Rodrigo Damiano, responsável pela operação, a PCMG iniciou a investigação após denúncia de uma das fábricas que produzem os aparelhos no Sul do país. “Recebemos denúncia da comercialização, por meio de um site da internet, de aparelhos hospitalares. Esses aparelhos são usados em UTI’s, incluindo respiradores, e estariam entrando de forma irregular no mercado, sem o conhecimento da empresa titular dos direitos e dever de manutenção dos aparelhos”, revelou o Delegado.

No curso da ação policial, o estabelecimento foi interditado e apreendidos 300 aparelhos, próprios para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de milhares de carcaças e peças avulsas. Esses equipamentos podem ser utilizados, por exemplo, para tratamentos de doenças como a Covid-19. “A oficina não tinha autorização para funcionamento, nem para fazer manutenção ou colocar esses aparelhos no mercado. Ou seja, um equipamento desse, fora das condições ideais de uso, pode levar um paciente à morte”, destaca Damiano.

Ainda segundo o Delegado, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar a origem e destinação desses aparelhos. “Esses equipamentos podem ser provenientes de leilões, mas a PCMG não descarta nenhum tipo de origem, como por exemplo, produtos de furto, roubo, ou de descarte médico”, explica. De acordo com o Delegado, levantamentos indicam que hospitais e clínicas privadas do Rio de Janeiro e de São Paulo podem ter adquirido alguns aparelhos.

A ação foi realizada pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro e contou com o apoio da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (Puma), ambas pertencentes ao 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte.


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